Principais parasitas em cães e gatos: como identificar, prevenir e tratar

Pulgas, carrapatos, vermes e piolhos são os parasitas mais comuns que afetam cães e gatos. Muitos donos acham que é só um “incomodo passageiro”, mas esses pequenos organismos podem transmitir doenças graves, causar anemia, alergias e até colocar a vida do animal em risco. Além disso, alguns deles também podem ser transmitidos para pessoas, especialmente crianças e idosos.

Neste artigo, explicamos quais são os principais parasitas, como saber se o seu pet está infestado, quais doenças eles causam e, o mais importante, como prevenir de forma segura e eficaz.

Parasitas externos: o que são e os riscos

Vivem na pele ou na pelagem do animal:

Pulgas

São os parasitas mais frequentes. Elas se alimentam de sangue e se reproduzem muito rápido. Uma única pulga pode botar centenas de ovos que caem no chão, tapetes, caminhas e móveis.

  • Sinais: Coceira intensa, o animal se coça ou morde muito o corpo, aparecem pequenos pontos vermelhos na pele, presença de “sujeira fina e escura” na pelagem (que são as fezes das pulgas).
  • Riscos: Causam alergia grave, anemia em filhotes e também transmitem a tênia, um verme intestinal.

Carrapatos

Fixam-se na pele e sugam sangue por vários dias. São mais comuns em animais que saem para passear em áreas com grama, mato ou contato com outros animais.

  • Sinais: Pequenos “caroços” presos na pele, que crescem à medida que enchem de sangue. Costumam aparecer atrás das orelhas, entre os dedos, na barriga e na axila.
  • Riscos: Transmitem doenças perigosas como a Erliquiose, Babesiose e a Doença de Lyme, que podem causar febre, fraqueza, sangramentos e até morte se não tratadas.

Ácaros

Causam a sarna, uma doença de pele muito contagiosa. Eles se enterram na pele e causam coceira insuportável.

  • Sinais: Coceira forte, vermelhidão, queda de pelo, feridas e crostas, geralmente começando nas orelhas e patas.

Parasitas internos: quando eles estão dentro do corpo

São os vermes que vivem no intestino, coração ou outros órgãos:

Vermes intestinais

Os mais comuns são os redondos e os chatos. Os ovos são ingeridos quando o animal cheira ou lambe locais contaminados, come insetos ou entra em contato com fezes de outros animais.

  • Sinais: Barriga inchada, diarreia, vômitos, emagrecimento mesmo comendo bem, pelagem opaca, cansaço excessivo. Em alguns casos, é possível ver os vermes ou partes deles nas fezes ou ao redor do ânus.
  • Riscos: Causam desnutrição, obstrução intestinal e podem ser transmitidos para pessoas, especialmente crianças que brincam no chão.

Verme do coração

Transmitido por picada de mosquito, ele se aloja nos vasos sanguíneos e no coração. É mais difícil de identificar no início e causa danos graves.

  • Sinais: Tosse, cansaço com pouco esforço, dificuldade para respirar, desmaios.

Como prevenir: o melhor remédio é evitar

A prevenção é sempre mais fácil e barata do que tratar uma infestação. Veja as medidas eficazes:

🔹 Vermifugação regular

Mesmo que você não veja vermes, é preciso fazer o controle:

  • Filhotes: Começar com 15 a 21 dias de vida, repetir a cada 15 dias até os 3 meses, depois a cada 3 meses;
  • Adultos: A cada 3 a 6 meses, conforme orientação do veterinário;
  • Gatos: Seguir o mesmo cronograma, pois também estão sujeitos a infestações.

🔹 Controle de parasitas externos

Existem várias opções seguras: comprimidos, coleiras, pipetas de aplicação na pele e sprays. Cada produto tem duração diferente (de 1 a 6 meses).

  • Escolha sempre produtos indicados por veterinário e adequados para a espécie: remédio de cachorro pode ser tóxico para gato e vice-versa.
  • Após passeios em áreas verdes, sempre escove e verifique o corpo do animal para remover carrapatos ou pulgas que ainda não se fixaram.

🔹 Cuidados com o ambiente

  • Limpe diariamente os locais onde o animal fica, especialmente a caminha e a caixa de areia;
  • Lave os cobertores e brinquedos com água quente e sabão;
  • Evite que o pet entre em contato com fezes de outros animais na rua;
  • Não deixe água parada para evitar a proliferação de mosquitos.

O que fazer se encontrar parasitas?

  • Pulgas: Aplique o produto indicado e também limpe bem toda a casa, pois 90% da população está no ambiente, não no animal;
  • Carrapatos: Retire com cuidado, usando uma pinça, segurando o mais próximo possível da pele e puxando devagar sem torcer. Não use óleo, álcool ou fogo — isso faz com que ele solte substâncias contaminantes dentro do animal. Depois de retirar, desinfete o local e leve o animal ao veterinário para avaliar a necessidade de exames;
  • Vermes: Faça um exame de fezes para identificar qual tipo e usar o remédio correto, pois não existe um remédio que mate todos os tipos de vermes.

Conclusão

O controle de parasitas é um cuidado contínuo e essencial para a saúde do seu pet e da sua família. Com prevenção regular, ambiente limpo e atenção aos sinais, você evita doenças graves e garante que seu animal viva com conforto e qualidade.

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