Alimentação e vacinas são fundamentais, mas existem outros cuidados que fazem toda a diferença no conforto e na saúde do seu pet: o lugar onde ele dorme e a higiene de partes sensíveis como patas, ouvidos e dentes. Esses detalhes muitas vezes são negligenciados, mas podem causar dor, infecções e desconforto se não forem observados.
Veja como escolher a cama ideal e como fazer esses cuidados de forma simples, sem causar estresse ou risco para a saúde do seu animal.
1. Como escolher a cama certa
A cama deve ser um lugar seguro, confortável e adequado ao tamanho e necessidade do animal. Ela precisa ser grande o suficiente para que ele possa se esticar completamente, virar de lado e ficar em qualquer posição sem ficar espremido.
Para cães ou gatos idosos, com problemas nas articulações ou sobrepeso, prefira camas com enchimento mais firme e espuma de densidade maior — elas dão melhor suporte e evitam dor. Para animais jovens ou que gostam de se enrolar, modelos mais macios e com bordas são ideais.
Escolha tecidos fáceis de lavar e secar, que não acumulem pelos nem bactérias. Evite materiais que soltem fiapos ou que possam ser roídos e engolidos. Coloque a cama em um local tranquilo, sem correntes de ar, longe de portas barulhentas e onde ele possa descansar sem ser incomodado.
2. Cuidados com as patas e unhas
As patas estão sempre em contato com o chão, por isso acumulam sujeira, terra, pedrinhas e até espinhos. Após passeios, limpe as almofadas com um pano úmido ou toalha macia e verifique se não há feridas, rachaduras ou objetos presos entre os dedos.
As unhas precisam ser aparadas regularmente: se ficarem muito longas, podem dobrar, causar dor, dificultar a caminhada ou até quebrar e sangrar. Use um alicate próprio para animais e tenha cuidado para não cortar a parte viva, que tem vasos sanguíneos — se tiver dúvida, peça orientação ao veterinário ou a um profissional. Se as almofadas estiverem ressecadas, pode aplicar cremes hidratantes específicos para animais, nunca cremes humanos.
3. Higiene dos ouvidos
Os ouvidos são locais úmidos e escuros, o que favorece o crescimento de fungos e bactérias se não forem limpos. A frequência depende da raça: animais com orelhas caídas ou com pelos dentro da orelha precisam de mais atenção.
Para limpar, use apenas produtos indicados pelo veterinário e gaze ou algodão macio, nunca cotonetes — eles podem empurrar a sujeira para dentro ou ferir o canal auditivo. Aplique o produto, massageie suavemente a base da orelha e deixe o animal sacudir a cabeça para soltar a sujeira, depois limpe o que vier para fora.
Sinais de alerta: mau cheiro, secreção escura, vermelhidão ou se o animal fica coçando muito a orelha ou balançando a cabeça — nesses casos, pode haver infecção e precisa de tratamento específico.
4. Cuidados com a saúde bucal
Problemas nos dentes e gengivas são muito comuns e causam dor, dificuldade para comer e até levam bactérias para o sangue, prejudicando órgãos como o coração e os rins. A prevenção é a melhor forma de evitar isso.
Comece a acostumar o animal desde filhote: use escovas e pastas de dente próprias para cães ou gatos — nunca use pasta humana, pois tem substâncias tóxicas. Escove suavemente pelo menos 2 a 3 vezes por semana. Ofereça também brinquedos para roer e ossos adequados, que ajudam a limpar o tártaro naturalmente.
Fique atento a mau hálito muito forte, gengivas avermelhadas ou sangrando, dificuldade para mastigar ou recusar comida dura — esses são sinais de que precisa levar ao veterinário para avaliar a saúde da boca.
Conclusão
Esses cuidados complementares garantem mais conforto e evitam doenças que podem ser dolorosas e caras para tratar. Com a cama certa e a higiene regular de patas, ouvidos e dentes, você cuida do bem-estar do seu pet de forma simples e prática, contribuindo para que ele viva com mais qualidade por muitos anos.